Rodízio? Só se for de veículos…

janeiro 21, 2010

Por Felipe Rampinelli

Ano vai, ano vem e coisa parece que não muda muito…

Com a melhor estruturação de alguns elencos do nosso futebol, alguns técnicos têm procurado utilizar uma estratégia muito comum na Europa, mas que não tem dado muito certo por aqui: o Rodízio de atletas.

No ano passado o grande favorito para a conquista de títulos era o São Paulo. Conseguiu manter a base do tricampeonato nacional e ainda trouxe reforços de nome, como o artilheiro do campeonato, Washington, e o bom lateral Junior Cesar, destaque no Fluminense, entre outros.

Resultado: o elenco estava recheado de bons jogadores (alguns simplesmente não encaixaram mesmo), mas o rodízio não teve sucesso, todos queriam jogar e, os que ficavam de fora de um jogo ou outro, passaram a reclamar da falta de sequência de jogos. Grande exemplo: Borges.

Chega, então, 2010. Quem mais e melhor se reforçou, teoricamente: Corinthians. Além de manter boa parte do elenco campeão estadual e da Copa do Brasil, ainda trouxe Roberto Carlos, Iarley, entre outros.

Resultado (em andamento): 2 jogos do paulista disputados (duas vitórias é verdade), mas o discurso de “eu sou fominha e quero jogar todos” já apareceu mais de uma vez e vindo de diferentes jogadores.

Se vai dar certo ou não, eu não sei. O time do Parque São Jorge formado para o ano do centenário é muito bom (na minha opinião só falta um reforço para o miolo de zaga).

A questão é se o rodízio vai enfim vingar.

Por enquanto, rodízio mesmo, só o de veículos.

Quadrado mágico de volta em 2010?

janeiro 11, 2010

Por Felipe Rampinelli

Uma polêmica, de vez em quando, não faz mal a ninguém.

Em 2006, éramos franco favoritos ao título mundial. Ninguém poderia tirar o caneco da nossa seleça recheada de estrelas, entre elas, os craques Ronaldo, Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho.

Passado o vexame, todos foram condenados; Kaká um pouco menos que os outros.

Quatro anos se passaram. Chega, então, a Copa de 2010, na África do Sul. Os obesos e baladeiros Ronaldo e Adriano têm um ano cheio de títulos e belos gols e são idolatrados pelas duas maiores torcidas do Brasil. Ambos têm uma Libertadores para mostrar que estão de volta definitivamente.

Ronaldinho, depois de um longo período de adaptação (às baladas de) Milão, começa a mostrar um bom futebol atuando pelo Milan. Teoricamente, seu substituto na seleção é o reserva da Roma e sem brilho Júlio Baptista. Será que conseguir encantar os italianos no próximo semestre, o Gaúcho não voltará a vestir a amarelinha?

Quem diria que essa pergunta voltaria à tona.

Dor de cabeça para o comandante Dunga!

Duvido que ele convoque os três, principalmente os 2 Ronaldos, mas a polêmica vai voltar com força nos próximos 5 meses.

Um baita centenário

janeiro 7, 2010

Por Felipe Rampinelli

Nem o mais otimista dos corintianos poderia esperar por um centenário tão cheio de esperanças. Além da vaga na Libertadores, o elenco que a diretoria preparou para esse ano é provavelmente o mais forte do país.

Há dois anos, se você dissesse a qualquer torcedor pelo Brasil que no ano em que completaria seu centenário, o Corinthians teria em seu elenco a presença de dois nomes tão fortes quanto Ronaldo e Roberto Carlos, no mínino você seria motivo de chacota.

E é verdade. Nenhum time do país se reforçou tão bem para 2010. Além dos galácticos, o alvi-negro trouxe o ótimo Iarley, o homem de confiança do técnico Mano Menezes (provavelmente o melhor comandante do Brasil), Tcheco, e ainda conta com a base vitoriosa do ano passado.

É claro que é cedo para afirmar se esse time vai trazer a tão sonhada América ao Parque São Jorge, afinal de contas a bola não rolou ainda e é preciso saber se o time vai dar a tão famosa ‘liga’, mas o torcedor corintiano com certeza está com as expectativas lá em cima.

Meeenngoooo, Meeeenngooo!!

dezembro 11, 2009

Eu sempre te amareii
Onde estiver, estareiii
Oh meu Mengoo!!!!!!!

Tu És time de tradição
Raça , amor e paixão
Oh meu Mengoo !!!!!!!

Parabéns ao campeão brasileiro de 2009!

Boa atuação de Ronaldo.

outubro 11, 2009

No Pacaembu, o Corinthians venceu o Grêmio por 2 a 1. Gols de: Ronaldo e Elias (Corinthians); Réver (Grêmio).

Olha o título brasileiro aí, quem vai?

outubro 9, 2009

Por Felipe Rampinelli

A história se repete. Assim como em 2008, o principal e mais cobiçado campeonato nacional está chegando ao seu final e parece que ninguém realmente quer o título.

No ano passado, na 28ª rodada, o Palmeiras estava igualado na primeira posição com o Grêmio, com 53 pontos. O tricolor gaúcho havia liderado por diversas rodadas e ao poucos foi deixando seus adversários se aproximarem. Até que na 27ª rodada, o Alvi-verde chegou e tomou a liderança, provisoriamente. Depois disso, a disputa embolou, até a 33ª rodada, quando o São Paulo assumiu a liderança e acabou sendo o campeão.

Esse ano, o Palmeiras já está há mais de 10 rodadas na frente, mas em diversas ocasiões teve a chance de abrir uma distância quase inalcansável de seus concorrentes diretos e acabou tropençando, como ontem diante do Avaí, em casa. A verdade também é que seus adversário também tiveram chances de se aproximar da ponta e não o fizeram, como o São Paulo diante do Santo André e do Coritiba, mais recentemente, fora o Internacional que disperdisou inúmeras chances de tomar a ponta.

Não dá pra dizer que o time do Muricy vai deixar escapar o título, mas, assim como no ano passado, em 2009 o título se mantém aberto e ninguém faz por merecer a sua conquista de forma antecipada. A impressão que fica é que ninguém quer o título brasileiro.

Você não queria?

Análise de São Paulo e Palmeiras!

outubro 7, 2009

Zeca Cardoso estreia um novo formato no Blog de Bico. Um vídeo com a analise dos jogos de São Paulo e Palmeiras, pela vigésima oitava rodada do Brasileirão 2009. Confiram aí!

Vídeo da analise de São Paulo e Palmeiras!

outubro 7, 2009

Análise dos jogos de São Paulo e Palmeiras.

Análise dos jogos de São Paulo e Palmeiras.

Novo formato no Blog de Bico. Estreia da análise da rodada por vídeo. Confiram aí!

Brasil, mostra a tua cara!

outubro 5, 2009

Por Zeca Cardoso

Confesso que quando vi o envelope do COI com o nome Rio de Janeiro – 2016 fiquei feliz e triste ao mesmo tempo.

Feliz por ter a oportunidade de trabalhar em uma Olimpíada, penso que seria o sonho de todos os jornalistas da área dos esportes. Tristeza por todo o retrospecto que temos da falta de política esportiva, ou pelo excesso de politicagem no esporte brasileiro.

A alegria de pensar que o maior evento esportivo do mundo estará no Brasil. Os maiores atletas, as melhores disputas que poderemos ver estarão no nosso quintal. Imagine fazer uma reportagem sobre o ouro de Usain Bolt, ou ver um César Cielo quebrar mais um recorde e conquistar outra medalha olímpica. Esses foram os momentos que passaram na minha cabeça e trouxeram o sentimento de felicidade, mas a tristeza apareceu, e veio forte.

O relatório (veja aqui) do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os gastos no Panamericano é assustador. Um cálculo que diria que o gasto seria de R$ 400.000.000,00, saiu por R$.4.000.000.000,00.
Para se der uma idéia, a Vila Pan-Americana foi o caso de maior desvio de verba. Gastaram R$ 390.694,34 somente com a montagem de 6.698 cadeiras para a Vila. As contas não ficam só nisso. Mão-de-obra, ares-condicionados, furadeiras, e por aí vai.

Imaginem quanto sairá a conta de uma Olimpíada? Claro, não podemos deixar de fazer as coisas por conta da corrupção. Agora é a hora de fiscalizar. Como disse Julio Gomes, da ESPN Brasil, a fiscalização é agora, não em 2017. A falta de política esportiva no país é bizonha.

Na última Olimpíada conquistamos 15 medalhas, foi o recorde do Brasil. E política esportiva é para a população, na base com as crianças, não a formação de atletas de rendimento. Com o esporte na escola iremos encontrar atletas.
São por volta de 33 milhões de estudantes no Brasil, será que 1% disso, ou 330.000, não tem talento o suficiente para o atletismo, a ginástica olímpica, o judô, natação, e tantos outros?

Legado, essa é a palavra da moda. Que a Olimpíada de 2016 transforme o Rio de Janeiro, não por 4 meses, com tanque de guerra virado para a favela, com acordo com traficantes para diminuir a violência, mas com mudança de fato.

Melhorias no transporte, na segurança, em habitação, enfim, uma cidade que poderá ser planejada. E, claro, que o esporte fique para a população. Porque o esporte não cria atletas, cria cidadãos.

Entrevista com Renato Augusto, o 10 do Bayer Leverkusen

setembro 23, 2009

Renato Augusto foi o camisa 10 do Flamengo, hoje é o 10 do Leverkusen. O atleta, em entrevista ao repórter Lucas Bettine do Jornal Placar, onde exclusiva já foi veiculada, fala sobre a adaptação na Alemanha, Flamengo e Seleção Brasileira.

Lucas Bettine - O Leverkusen tem um bom histórico com brasileiros. Tita, Jorginho, Emerson, Zé Roberto, Juan, Lúcio e Henrique tiveram boas passagens pelo clube. O Leverkusen tem  
algum esquema especial para ajudar os brasileiros na adaptação ao frio, à comida, à língua e a outras dificuldades? 
 
Renato Augusto – Assim que fui contrato pelo Bayer Leverkusen, ouvia as pessoas dizerem que os brasileiros costumavam ter dificuldades de adaptação na Alemanha. Pelo estilo de jogo, pelo clima e pelo idioma. Mas comigo não foi assim. O clube tem uma estrutura montada para receber jogadores sul-americanos e há profissionais que se encarregam de ajudar no que for necessário no dia-a-dia. Tudo para facilitar a adaptação. Cheguei ao clube no ano passado e, desde o primeiro dia, não tive problemas dentro e fora de campo. O idioma é difícil e faço aulas particulares, mas já consigo me comunicar bem. O meu técnico Jupp Heynckes fala espanhol e isso também ajuda.
 
LB – O Flamengo tem uma torcida enorme e exigente. Como é a torcida do Leverkusen? Os torcedores te abordam na rua, cobram e exigem resultados como aqui no Brasil? 
 
RA – Na Alemanha, os torcedores vão aos treinos, acompanham o dia-a-dia, comparecem aos jogos, mas quando vão abordar os jogadores são mais tímidos. Ao fim dos  
treinos e dos jogos, eles pedem autógrafos, elogiam, dizem que gostam do meu futebol e que torcem por mim, mas são mais contidos. Sou tratado com carinho e isso me motiva cada vez mais.
 
LB – Seu estilo dentro de campo mudou bastante em relação aos tempos de Flamengo? 
 
RA – Na verdade, as coisas mudaram quando comecei a jogar no Bayer Leverkusen. Mudou a minha forma de jogar e também o estilo de jogo. Na Alemanha, o jogo é mais  
rápido, é um futebol de mais marcação, força e jogadas áereas. É diferente do Brasil, onde o jogo é mais cadenciado. Passei a jogar mais aberto pela ponta direita, com  
liberdade de fazer jogadas também pelo meio.
 
LB – Você ganhou seu espaço na equipe titular, foi eleito o terceiro melhor jogador do primeiro turno da Bundesliga passada e atualmente veste a camisa 10. Você esperava  
alcançar esse sucesso no duro futebol alemão tão rapidamente? 
 
RA - As coisas na minha vida sempre aconteceram rapidamente, mas não esperava que por isso no meu primeiro semestre no Bayer Leverkusen. Até porque essa é minha  
primeira experiência no futebol europeu. Fiquei realmente surpreso ao saber sobre a eleição dos melhores do primeiro turno da Bundesliga porque eu estava na Alemanha  
há uns seis meses. Além disso, naquela votação, fiquei logo atrás de jogadores que já eram muito conhecidos da torcida alemã, como Franck Ribéry, do Bayern de  
Munique, e o atacante Ibisevic, do Hoffenheim. A última boa surpresa foi a camisa 10. No início desta temporada, a diretoria me deu a 10, que era do grego Gekas na  
temporada passada. Quero fazer uma grande temporada e retribuir a confiança de todos.
 
LB
– Seu bom futebol vem chamando atenção de todo o mundo. Algum gigante europeu já tentou te tirar do Leverkusen? 
 
RA – Geralmente esses assuntos ficam por conta do meu empresário Carlos Leite e do Bayer Leverkusen, pois tenho contrato até 2014. Prefiro ficar concentrado no meu  
dia-a-dia e nas competições que estou disputando. Assim que cheguei, a diretoria do Bayer passou para todos os jogadores que tinha o ousado projeto de colocar o clube entre os melhores da Europa nos próximos anos. E esse é nosso objetivo também.
 
LB – Nas últimas temporadas o Leverkusen sempre esteve entre o 5º e o 9º lugar. Qual é o verdadeiro objetivo do clube na temporada 2009/10? 
 
RA – O nosso objetivo é entrar na luta pelo título e levar o Bayer Leverkusen às competições européias. Nesse momento, estamos dividindo a liderança do Campeonato Alemão com o Hamburgo. Já disputamos quatro partidas, vencemos três e empatamos uma. Estamos no início de um novo trabalho no clube sob o comando do técnico Jupp Heynckes e estou confiante numa ótima campanha.  
 
LB
– Quem são os principais concorrentes ao título da Bundesliga? 
 
RA – É difícil apontar os concorrentes e a disputa é sempre acirrada. Mas acredito que o Bayer de Munique pode ser um deles, pela força e tradição do clube, o Wolfsburgo,  
que é o atual campeão alemão, e o Werder Bremem, que venceu a Copa da Alemanha. Independentemente dos adversários, o Bayer Leverkusen quer entrar na briga pelo título.
 
LB – Pretende seguir na Europa após o término do seu contrato com o Leverkusen, em 2014, ou voltar para o Brasil é uma opção válida?  
 
RA – Ainda não pensei nisso. Não costumo ficar pensando muito no futuro e prefiro focar no presente. Estou no Bayer Leverkusen hoje e preciso estar concentrado no clube.  
Vou pensar nesses assuntos assim que o momento chegar” 
 
LB – Quais são as principais diferenças entre a estrutura do Leverkusen e a estrutura do Flamengo?  
 
RA – Não gosto muito de fazer comparações. Até porque a realidade do futebol brasileiro e do futebol alemão são diferentes. O Bayer Leverkusen tem uma ótima estrutura. O  
nosso centro de treinamento tem três campos para treinos e o estádio BayArena passou por uma reforma, que ampliou a capacidade e modernizou ainda mais as  
dependências para o conforto dos torcedores.
 
LB – O futebol carioca vive uma fase ruim. Fluminense e Botafogo estão na zona do rebaixamento, e o Flamengo, melhor colocado, está apenas em 11º. Por que os clubes do  
Rio de Janeiro estão em baixa? 
 
RA
– É difícil comentar de longe sobre algo que não estou mais vivendo diariamente. Da Alemanha, eu continuo vendo os jogos do Campenato Brasileiro e fico triste em ver  
alguns clubes em situações difíceis. Fico na torcida daqui.
 
LB – Quais são os clubes favoritos ao título do Campeonato Brasileiro? 
 
RA - Nesse momento, Internacional e Palmeiras estão na ponta e fazem boas campanhas, mas é difícil apontar favoritos. Até porque São Paulo, Goiás, Atlético Mineiro estão tentando chegar. Não tem como dar muitos palpites e ainda faltam 15 rodadas para o fim da competição. Vou continuar na torcida para que o Flamengo consiga uma boa sequência de vitórias e melhore sua posição na tabela.
 
LB – Você veste a 10 no Leverkusen e vestiu a 10 do Flamengo. Pretende ser o camisa 10 do Brasil na Copa de 2014? Ou ainda dá para sonhar com o Mundial da África do Sul? 
 
RA – Todo jogador trabalha para ajudar seu clube na luta por títulos e também para vestir a camisa da Seleção. Um dos meus objetivos é chegar à Seleção Brasileira principal, principalmente porque passei pelas seleções das categorias de base. Quero continuar mostrando o meu futebol e ajudar o Bayer a se destacar. Quem sabe assim também não posso entrar na briga por uma vaga na Seleção. Sei que o técnico do Brasil tem muitas opções para o meio-de-campo, mas quero fazer boas atuações para ser uma delas. Sei que já há uma base da Seleção para a Copa da África do Sul, mas isso não significa que o grupo esteja fechado. A oportunidade pode aparecer e, se isso acontecer, quero estar pronto.

 


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