No Pacaembu, o Corinthians venceu o Grêmio por 2 a 1. Gols de: Ronaldo e Elias (Corinthians); Réver (Grêmio).
No Pacaembu, o Corinthians venceu o Grêmio por 2 a 1. Gols de: Ronaldo e Elias (Corinthians); Réver (Grêmio).
Por Felipe Rampinelli
A história se repete. Assim como em 2008, o principal e mais cobiçado campeonato nacional está chegando ao seu final e parece que ninguém realmente quer o título.
No ano passado, na 28ª rodada, o Palmeiras estava igualado na primeira posição com o Grêmio, com 53 pontos. O tricolor gaúcho havia liderado por diversas rodadas e ao poucos foi deixando seus adversários se aproximarem. Até que na 27ª rodada, o Alvi-verde chegou e tomou a liderança, provisoriamente. Depois disso, a disputa embolou, até a 33ª rodada, quando o São Paulo assumiu a liderança e acabou sendo o campeão.
Esse ano, o Palmeiras já está há mais de 10 rodadas na frente, mas em diversas ocasiões teve a chance de abrir uma distância quase inalcansável de seus concorrentes diretos e acabou tropençando, como ontem diante do Avaí, em casa. A verdade também é que seus adversário também tiveram chances de se aproximar da ponta e não o fizeram, como o São Paulo diante do Santo André e do Coritiba, mais recentemente, fora o Internacional que disperdisou inúmeras chances de tomar a ponta.
Não dá pra dizer que o time do Muricy vai deixar escapar o título, mas, assim como no ano passado, em 2009 o título se mantém aberto e ninguém faz por merecer a sua conquista de forma antecipada. A impressão que fica é que ninguém quer o título brasileiro.
Você não queria?
Zeca Cardoso estreia um novo formato no Blog de Bico. Um vídeo com a analise dos jogos de São Paulo e Palmeiras, pela vigésima oitava rodada do Brasileirão 2009. Confiram aí!

Análise dos jogos de São Paulo e Palmeiras.
Novo formato no Blog de Bico. Estreia da análise da rodada por vídeo. Confiram aí!
Por Zeca Cardoso
Confesso que quando vi o envelope do COI com o nome Rio de Janeiro – 2016 fiquei feliz e triste ao mesmo tempo.
Feliz por ter a oportunidade de trabalhar em uma Olimpíada, penso que seria o sonho de todos os jornalistas da área dos esportes. Tristeza por todo o retrospecto que temos da falta de política esportiva, ou pelo excesso de politicagem no esporte brasileiro.
A alegria de pensar que o maior evento esportivo do mundo estará no Brasil. Os maiores atletas, as melhores disputas que poderemos ver estarão no nosso quintal. Imagine fazer uma reportagem sobre o ouro de Usain Bolt, ou ver um César Cielo quebrar mais um recorde e conquistar outra medalha olímpica. Esses foram os momentos que passaram na minha cabeça e trouxeram o sentimento de felicidade, mas a tristeza apareceu, e veio forte.
O relatório (veja aqui) do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os gastos no Panamericano é assustador. Um cálculo que diria que o gasto seria de R$ 400.000.000,00, saiu por R$.4.000.000.000,00.
Para se der uma idéia, a Vila Pan-Americana foi o caso de maior desvio de verba. Gastaram R$ 390.694,34 somente com a montagem de 6.698 cadeiras para a Vila. As contas não ficam só nisso. Mão-de-obra, ares-condicionados, furadeiras, e por aí vai.
Imaginem quanto sairá a conta de uma Olimpíada? Claro, não podemos deixar de fazer as coisas por conta da corrupção. Agora é a hora de fiscalizar. Como disse Julio Gomes, da ESPN Brasil, a fiscalização é agora, não em 2017. A falta de política esportiva no país é bizonha.
Na última Olimpíada conquistamos 15 medalhas, foi o recorde do Brasil. E política esportiva é para a população, na base com as crianças, não a formação de atletas de rendimento. Com o esporte na escola iremos encontrar atletas.
São por volta de 33 milhões de estudantes no Brasil, será que 1% disso, ou 330.000, não tem talento o suficiente para o atletismo, a ginástica olímpica, o judô, natação, e tantos outros?
Legado, essa é a palavra da moda. Que a Olimpíada de 2016 transforme o Rio de Janeiro, não por 4 meses, com tanque de guerra virado para a favela, com acordo com traficantes para diminuir a violência, mas com mudança de fato.
Melhorias no transporte, na segurança, em habitação, enfim, uma cidade que poderá ser planejada. E, claro, que o esporte fique para a população. Porque o esporte não cria atletas, cria cidadãos.
Renato Augusto foi o camisa 10 do Flamengo, hoje é o 10 do Leverkusen. O atleta, em entrevista ao repórter Lucas Bettine do Jornal Placar, onde exclusiva já foi veiculada, fala sobre a adaptação na Alemanha, Flamengo e Seleção Brasileira.
Lucas Bettine - O Leverkusen tem um bom histórico com brasileiros. Tita, Jorginho, Emerson, Zé Roberto, Juan, Lúcio e Henrique tiveram boas passagens pelo clube. O Leverkusen tem
algum esquema especial para ajudar os brasileiros na adaptação ao frio, à comida, à língua e a outras dificuldades?
Renato Augusto – Assim que fui contrato pelo Bayer Leverkusen, ouvia as pessoas dizerem que os brasileiros costumavam ter dificuldades de adaptação na Alemanha. Pelo estilo de jogo, pelo clima e pelo idioma. Mas comigo não foi assim. O clube tem uma estrutura montada para receber jogadores sul-americanos e há profissionais que se encarregam de ajudar no que for necessário no dia-a-dia. Tudo para facilitar a adaptação. Cheguei ao clube no ano passado e, desde o primeiro dia, não tive problemas dentro e fora de campo. O idioma é difícil e faço aulas particulares, mas já consigo me comunicar bem. O meu técnico Jupp Heynckes fala espanhol e isso também ajuda.
LB – O Flamengo tem uma torcida enorme e exigente. Como é a torcida do Leverkusen? Os torcedores te abordam na rua, cobram e exigem resultados como aqui no Brasil?
RA – Na Alemanha, os torcedores vão aos treinos, acompanham o dia-a-dia, comparecem aos jogos, mas quando vão abordar os jogadores são mais tímidos. Ao fim dos
treinos e dos jogos, eles pedem autógrafos, elogiam, dizem que gostam do meu futebol e que torcem por mim, mas são mais contidos. Sou tratado com carinho e isso me motiva cada vez mais.
LB – Seu estilo dentro de campo mudou bastante em relação aos tempos de Flamengo?
RA – Na verdade, as coisas mudaram quando comecei a jogar no Bayer Leverkusen. Mudou a minha forma de jogar e também o estilo de jogo. Na Alemanha, o jogo é mais
rápido, é um futebol de mais marcação, força e jogadas áereas. É diferente do Brasil, onde o jogo é mais cadenciado. Passei a jogar mais aberto pela ponta direita, com
liberdade de fazer jogadas também pelo meio.
LB – Você ganhou seu espaço na equipe titular, foi eleito o terceiro melhor jogador do primeiro turno da Bundesliga passada e atualmente veste a camisa 10. Você esperava
alcançar esse sucesso no duro futebol alemão tão rapidamente?
RA - As coisas na minha vida sempre aconteceram rapidamente, mas não esperava que por isso no meu primeiro semestre no Bayer Leverkusen. Até porque essa é minha
primeira experiência no futebol europeu. Fiquei realmente surpreso ao saber sobre a eleição dos melhores do primeiro turno da Bundesliga porque eu estava na Alemanha
há uns seis meses. Além disso, naquela votação, fiquei logo atrás de jogadores que já eram muito conhecidos da torcida alemã, como Franck Ribéry, do Bayern de
Munique, e o atacante Ibisevic, do Hoffenheim. A última boa surpresa foi a camisa 10. No início desta temporada, a diretoria me deu a 10, que era do grego Gekas na
temporada passada. Quero fazer uma grande temporada e retribuir a confiança de todos.
LB – Seu bom futebol vem chamando atenção de todo o mundo. Algum gigante europeu já tentou te tirar do Leverkusen?
RA – Geralmente esses assuntos ficam por conta do meu empresário Carlos Leite e do Bayer Leverkusen, pois tenho contrato até 2014. Prefiro ficar concentrado no meu
dia-a-dia e nas competições que estou disputando. Assim que cheguei, a diretoria do Bayer passou para todos os jogadores que tinha o ousado projeto de colocar o clube entre os melhores da Europa nos próximos anos. E esse é nosso objetivo também.
LB – Nas últimas temporadas o Leverkusen sempre esteve entre o 5º e o 9º lugar. Qual é o verdadeiro objetivo do clube na temporada 2009/10?
RA – O nosso objetivo é entrar na luta pelo título e levar o Bayer Leverkusen às competições européias. Nesse momento, estamos dividindo a liderança do Campeonato Alemão com o Hamburgo. Já disputamos quatro partidas, vencemos três e empatamos uma. Estamos no início de um novo trabalho no clube sob o comando do técnico Jupp Heynckes e estou confiante numa ótima campanha.
LB – Quem são os principais concorrentes ao título da Bundesliga?
RA – É difícil apontar os concorrentes e a disputa é sempre acirrada. Mas acredito que o Bayer de Munique pode ser um deles, pela força e tradição do clube, o Wolfsburgo,
que é o atual campeão alemão, e o Werder Bremem, que venceu a Copa da Alemanha. Independentemente dos adversários, o Bayer Leverkusen quer entrar na briga pelo título.
LB – Pretende seguir na Europa após o término do seu contrato com o Leverkusen, em 2014, ou voltar para o Brasil é uma opção válida?
RA – Ainda não pensei nisso. Não costumo ficar pensando muito no futuro e prefiro focar no presente. Estou no Bayer Leverkusen hoje e preciso estar concentrado no clube.
Vou pensar nesses assuntos assim que o momento chegar”
LB – Quais são as principais diferenças entre a estrutura do Leverkusen e a estrutura do Flamengo?
RA – Não gosto muito de fazer comparações. Até porque a realidade do futebol brasileiro e do futebol alemão são diferentes. O Bayer Leverkusen tem uma ótima estrutura. O
nosso centro de treinamento tem três campos para treinos e o estádio BayArena passou por uma reforma, que ampliou a capacidade e modernizou ainda mais as
dependências para o conforto dos torcedores.
LB – O futebol carioca vive uma fase ruim. Fluminense e Botafogo estão na zona do rebaixamento, e o Flamengo, melhor colocado, está apenas em 11º. Por que os clubes do
Rio de Janeiro estão em baixa?
RA – É difícil comentar de longe sobre algo que não estou mais vivendo diariamente. Da Alemanha, eu continuo vendo os jogos do Campenato Brasileiro e fico triste em ver
alguns clubes em situações difíceis. Fico na torcida daqui.
LB – Quais são os clubes favoritos ao título do Campeonato Brasileiro?
RA - Nesse momento, Internacional e Palmeiras estão na ponta e fazem boas campanhas, mas é difícil apontar favoritos. Até porque São Paulo, Goiás, Atlético Mineiro estão tentando chegar. Não tem como dar muitos palpites e ainda faltam 15 rodadas para o fim da competição. Vou continuar na torcida para que o Flamengo consiga uma boa sequência de vitórias e melhore sua posição na tabela.
LB – Você veste a 10 no Leverkusen e vestiu a 10 do Flamengo. Pretende ser o camisa 10 do Brasil na Copa de 2014? Ou ainda dá para sonhar com o Mundial da África do Sul?
RA – Todo jogador trabalha para ajudar seu clube na luta por títulos e também para vestir a camisa da Seleção. Um dos meus objetivos é chegar à Seleção Brasileira principal, principalmente porque passei pelas seleções das categorias de base. Quero continuar mostrando o meu futebol e ajudar o Bayer a se destacar. Quem sabe assim também não posso entrar na briga por uma vaga na Seleção. Sei que o técnico do Brasil tem muitas opções para o meio-de-campo, mas quero fazer boas atuações para ser uma delas. Sei que já há uma base da Seleção para a Copa da África do Sul, mas isso não significa que o grupo esteja fechado. A oportunidade pode aparecer e, se isso acontecer, quero estar pronto.
Denis, Zé Luis, Renato Silva, André Dias e Junior Cesar; Eduardo Costa, Jean, Hernanes e Marlos; Borges e Washington.
Rogério Ceni, Rodrigo, André Dias e Miranda; Jean, Richarlyson, Arouca, Jorge Wagner e Júnior César; Dagoberto e Borges.
O primeiro time escalado foi o último de Muricy Ramalho. O jogo foi contra o Cruzeiro, pela Libertadores, no Morumbi. O segundo é o provável São Paulo que irá à campo contra o Santo André, pelo Brasileirão.
Muricy ficou por 3 anos e meio no Tricolor, foi vice-campeão da Libertadores e tri-campeão brasileiro. Montou um elenco e um time fortíssimo, mas no último ano de São Paulo mais errou do que acertou.
Quase transformou Hernanes em um meia. O camisa 10 tricolor é um volante, e por isso se destacou, tem bom passe, desarma, visão de jogo e lança como ninguém no futebol nacional, mas é um volante. Eduardo Costa lembrou muito Fábio Santos, o camisa 8 do ano passado. Eduardo sempre estava correndo atrás do seu marcador, e não dava qualidade nenhuma no passe. A equipe sofria por não ter um homem de criação. Tudo bem que a diretoria não trouxe, mas Jorge Wágner pode fazer esse papel. Pela falta de criação, a única saída eram as jogadas áreas. Borges e Washington no ataque deixavam a equipe lenta.
Agora, o São Paulo de Ricardo Gomes.
O técnico chegou contestado e não inventou, e não inventa até hoje. Mudou pouco no quesito peças, mas transformou a maneira do São Paulo jogar. Hernanes voltou para sua posição de volante, reeditando a boa dupla, que venceu o Brasileirão de 2007, com Richarlyson. No lado direito uma improvisação, como Muricy, mas com mais qualidade. Colocou Jean ao invés de Zé Luís. Voltou Jorge Wágner para sua posição que fez sucesso no Corinthians, na meia. Dagoberto voltou ao time para dar uma maior movimentação na equipe, e também, mais qualidade com a bola no chão. As jogadas áreas ainda existem, como por exemplo, o gol de Hugo contra o Avaí, mas a equipe trabalha mais a bola, troca passes, não joga somente no alto.
Muricy é um grande treinador e está na história do São Paulo. Como muitos dizem, o clico chegou ao fim. A realidade é que Muricy não tinha mais ambiente com muita gente da diretoria, que queria a sua saída desde a eliminação contra o Grêmio, na Libertadores de 2007.
Ricardo Gomes chegou, contestado, e está mostrando que sabe de futebol, e que bom, sabe bem mais que alguns cartolas tricolores.
Inter e Barça fizeram hoje (16/09) o jogo mais aguardado da primeira rodada da UEFA Champions League. E o jogo foi decepcionante!
A Inter (sem nenhum italiano) começou com: Júlio César, Maicon, Lúcio, Samuel e Chivu; Thiago Motta, Javier Zanetti, Muntari e Sneijder; Diego Milito e Eto’o. Téc: José Mourinho.
O Barça veio com: Victor Váldes, Daniel Alves, Puyol, Piqué e Abidal; Yaya Touré, Xavi, Keita; Messi, Henry e Ibrahimovic. Téc: Pep Guardiola.
Dois times com grandes jogadores, os principais do mundo e de suas seleções. O jogo tinha tudo para ser maravilhosamente bom, e não foi.
O domínio da bola foi do Barcelona, mesmo jogando na Itália. A Inter ficou apenas defendendo, buscando um contra-ataque com os esforçados e solitários Eto’o e Milito. O Barcelona não tinha objetividade, trocava passes, mas não chutava no gol. Foram apenas TRÊS, ao longo de todo o jogo. Os “italianos” se propuseram a jogar no contra-ataque, mas tem um time lento.
José Mourinho abdicou totalmente de ganhar o jogo quando tirou Muntari e colocou Santon, que é lateral esquerdo. A equipe da Inter, por boa parte do segundo tempo, jogou com uma linha de CINCO jogadores na defesa. Maicon, Lúcio, Samuel, Chivu e Santon. Inacreditável! Um time jogando em casa, querendo ser campeão da Champions League, o que não é há 44 anos, desse jeito não será. Já no time do Barcelona, ficou clara a falta de entrosamento de Ibrahimovic com o restante do elenco, e também, a falta que faz Iniesta no meio.
Os dois times já foram dirigidos por Helenio Herrera. O argentino foi conhecido como o rei do Catenaccio, da retranca. Técnico do Barcelona no bicampeonato espanhol de 59 e 60, e também levantou títulos na Inter em: 63,65 e 66 (Calcio) e 64 e 65 (Liga dos Campeões). Eu não vi, claro, mas li no livro Bola Fora, do PVC. Bom livro pra quem gosta da história do futebol. E se quiserem saber mais sobre Helenio Herrera, Paulo Vinícius Coelho escreveu sobre ele, lógicamente, depois do jogo de hoje. Leia aqui.
A partir desta terça-feira, o Blog de Bico vai contar com um post de entrevistas. Esta primeira entrevista foi realizada pelo repórter Lucas Bettine, do Jornal da Placar e que foi publicada no jornal, com o goleiro do Liverpool, Diego Cavalieri. O camisa 1 do time inglês fala de adaptação na Inglaterra, as chances do Liverpool e claro, do Palmeiras. Confira!
Lucas Bettine – Você chegou na Inglaterra no meio do ano passado. Como foi sua adaptação ao país?
Diego Cavalieri – No começo foi difícil, Pais novo, língua nova e futebol diferente. Mas agora já me viro bem.
LB – Existe muita diferença para um goleiro entre o futebol brasileiro e o inglês?
DC – Existe. Aqui o goleiro joga muito com os pés, muitas vezes até como líbero. O futebol é muito mais rápido e dinâmico também.
LB – O Liverpool teve um começo irregular esse ano. Você acredita que a equipe vai brigar pelo titulo?
DC - Vamos brigar sim, apesar do começo difícil. Ano passado perdemos dois jogos a temporada inteira e nesse ano foram duas derrotas em quatro partidas. Mas já vencemos o Bolton fora de casa e, com a qualidade que temos, vamos recuperar.
LB – O Liverpool perdeu o Xabi Alonso este ano, um dos principais destaques do meio-de-campo. O Lucas tem condições de substituí-lo à altura?
DC – Tive a oportunidade de ver o Lucas arrebentando no Brasil. Ele foi muito bem na pré-temporada e, apesar de ter características diferentes do Xabi, tem muita qualidade.
LB – O Liverpool está há 19 anos sem conquistar o Campeonato Inglês, no Brasil isso irritaria qualquer torcida. Na Inglaterra, como os torcedores costumam reagir aos maus resultados?
DC – Aqui eles respeitam mais o jogador. O brasileiro é muito fanático, muito apaixonado. Ano passado eu vi times sendo rebaixados e a torcida aplaudindo e lotando estádio.
LB – O Marcos tinha 35 anos e sofreu com algumas lesões na época em que você defendia o Palmeiras, abrindo espaço para você jogar. No Liverpool o Reina tem a sua idade e pouco se machuca. Isso te desanima?
DC – Não me desanima. No Palmeiras eu tive as oportunidades, trabalhava forte e soube aproveitar. Aqui é igual. Eu continuo trabalhando forte e esperando uma oportunidade. Posso mostrar meu trabalho nas copas também, quando geralmente jogam os reservas.
LB – No Palmeiras você tinha uma amizade boa com o Marcos, o Sérgio e o Bruno. Como é a sua relação com o Reina?
DC – O Reina me recebeu muito bem. É um cara animado que conversa bastante. Não tenho a mesma amizade que tinha com o Marcos, com que converso até hoje, mas tenho um bom relacionamento com ele.
LB – E como é seu relacionamento com o Gerrard, astro da equipe?
DC – Os ingleses são mais frios, mas são extremamente profissionais. Treinam sempre com muita vontade e, no caso dele, não fica exigindo regalias. Apesar de ter um grande respeito aqui.
LB – O Corinthians admitiu recentemente que poderia negociar o goleiro Felipe. Se você fosse procurado para o ano do centenário, voltaria para o Brasil?
DC – Falar em hipóteses é complicado. Tenho mais 3 anos de contrato e meu objetivo é ser titular do Liverpool, mas a gente nunca sabe o dia de amanhã.
LB – Mesmo longe, você acompanha de perto o Campeonato Brasileiro?
DC – Sempre que posso vou na internet ver a classificação e como está o Palmeiras. A saudade as vezes bate e é muito grande.
LB – Você acredita no penta do Palmeiras?
DC – A equipe tem um bom padrão de jogo. Trouxe um técnico vencedor, o Muricy, e ótimos reforços. Estou torcendo aqui pelo título.
Por Zeca Cardoso
Palmeiras e Internacional, na última rodada, começaram a jogar a liderança no colo do São Paulo. O Verdão perdeu para o Vitória na Bahia, numa autação bizarra de toda a sua defesa, incluíndo Marcos. Já o Colorado foi vencido pelo Cruzeiro, em pleno Beira-Rio, por 3 a 2. O Inter jogou fora a chance de se tornar líder do campeonato, e o Palmeiras, de deixar os gaúchos um pouco mais longe da liderança.
O São Paulo fez sua parte no sábado. Venceu, com dificuldades, o Avaí e jogou toda a pressão para cima dos líderes. E parece que eles sentiram mesmo, e não conseguiram vencer. E os resultados chamam a atenção. O Palmeiras perdeu para o Vitória, no Barradão. O São Paulo venceu os baianos lá. O Inter perdeu em casa para o Cruzeiro. O Tricolor paulista ganhou dos mineiros, lá em BH. E ainda fica mais engraçado. O Verdão pega o Cruzeiro, no Mineirão. Já o Colorado vai até Salvador jogar contra o Vitória.
O São Paulo já pode se tornar líder na próxima rodada. Basta um empate de Palmeiras e Inter, que o Tricolor assume a liderança, pois deve vencer o enfraquecido Santo André.
Outros que falharam, foram os times na zona de rebaixamento. Sport e Santo André, perderam. Botafogo e Fluminense, empataram entre si. O Flu, para mim, já caiu. E o Sport está no mesmo caminho.
A partir desta terça…
O Blog de Bico vai contar com uma entrevista exclusiva com os jogadores do mundo da bola, seja aqui do Brasil ou que esteja atuando na Europa. Não perca!