Por Felipe Rampinelli
Ano vai, ano vem e coisa parece que não muda muito…
Com a melhor estruturação de alguns elencos do nosso futebol, alguns técnicos têm procurado utilizar uma estratégia muito comum na Europa, mas que não tem dado muito certo por aqui: o Rodízio de atletas.
No ano passado o grande favorito para a conquista de títulos era o São Paulo. Conseguiu manter a base do tricampeonato nacional e ainda trouxe reforços de nome, como o artilheiro do campeonato, Washington, e o bom lateral Junior Cesar, destaque no Fluminense, entre outros.
Resultado: o elenco estava recheado de bons jogadores (alguns simplesmente não encaixaram mesmo), mas o rodízio não teve sucesso, todos queriam jogar e, os que ficavam de fora de um jogo ou outro, passaram a reclamar da falta de sequência de jogos. Grande exemplo: Borges.
Chega, então, 2010. Quem mais e melhor se reforçou, teoricamente: Corinthians. Além de manter boa parte do elenco campeão estadual e da Copa do Brasil, ainda trouxe Roberto Carlos, Iarley, entre outros.
Resultado (em andamento): 2 jogos do paulista disputados (duas vitórias é verdade), mas o discurso de “eu sou fominha e quero jogar todos” já apareceu mais de uma vez e vindo de diferentes jogadores.
Se vai dar certo ou não, eu não sei. O time do Parque São Jorge formado para o ano do centenário é muito bom (na minha opinião só falta um reforço para o miolo de zaga).
A questão é se o rodízio vai enfim vingar.
Por enquanto, rodízio mesmo, só o de veículos.